terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
ETAPA 2 - PRODUÇÃO E IMAGEM FOTOGRÁFICA
Produzi este cartaz, utilizando fotografias da minha caminhada pela cidade, e sobre o jornal colei essas fotos e recortes de revistas. Este cartaz foi inspirado nas colagens de Robert Rauschemberg (figura 10), ele utilizava em suas obras todas as espécies de materiais - cordas, pedaços de tecido,fotografias, objetos de consumo, corrente. Era considerado o artista que assegurou a transição entre o expressionismo abstrato e a pop art.
Minha imagem esta inserida no conteúdo da Carta da Cidade Educadora tanto no sentido formal como informal. No intento de promover uma melhoria no bem estar das pessoas a cidade educadora deverá oferecer os recursos que estará ao alcance de todos.
Ela é é capaz de promover a formação integral do indivíduo através da educação permanente garantindo a plena cidadania democrática no intuito de fomentar a participação cidadã e dos princípios de igualdade e justiça social, do fortalecimento da identidade cultural respeitando as diversas culturas da valorização da história e da memória e da promoção da qualidade de vida visando o desenvolvimento sustentável.
O meu trabalho mostra uma caminhada em busca de uma crescente formação educacional , valorização e realização profissional.
domingo, 29 de agosto de 2010
Unidade 2 - O DEBATE SOBRE O MULTICULTURALISMO NO ENSINO DA ARTE
Resumo
Considerar as obras de arte como geradoras de experiências estéticas, possibilita aproximar-se das fronteiras entre as diferentes formas de arte e cultura de uma maneira diferente e mais enriquecedora do que aquela baseada em critérios classificadores tradicionais.
Geertz(1983), nos mostra que o interessante da obra cultural não é tanto seu caráter prescritico, definidor de um estilo de vida, mas a constante interação sistêmica com todas as áreas simbolicas que a compõe.
Não podemos dizer que há culturas fechadas, senão sistemas em contínua e fluente interação, em que se cruzam imaginários, gerando constantemente novos significados e renovando incessantemente as relações.
Do ponto de vista educacional, é inutil prestar atenção nas essências culturais, enquanto suas aplicações estão constantemente lhe atribuindo novos significados. Acredito que é bom para as propostas multiculturalistas em educação, que nunca se perda de vista o questionamento sobre a origem dos valores que muitas vezes se apresentam como essenciais ou característicos de uma cultura, assim como sobre a posição que ocupam seus defesensores no jogo ndas hegemonias sociais,políticas e econômicas presentes em seus contextos culturais.
Jacqueline Chanda (2004), em seu trabalho intitulado "Ver o outro através de nossos próprios olhos: problemas na educação multicultural", lamenta a forma inadequada como a educação artística do seu país incorporou elementos de outros contextos culturais, especialmente africanos, em seus estudos de arte,especificamente, se refere a certa incapacidade de alguns de seus colegas de ver o "outro" e suas produções artísticas á partir do seu próprio contexto de origem.
Na minha opinião, pelo menos duas questões que escapam à educadora:
A primeira é considerar muitos desses produtos como arte já é uma ressignificação própria de formas culturais distintas, a maioria das vezes, do contexto em que esses produtos foram criados.
A segunda é quando falamos, de "os olhos do outro", ou qualquer termo equivalente, referindo -nos a contextos culturais diferentes do nosso,não estamos submetendo a criticas o jogo de legitimação das distintas vozes que, sem dúvida, existe na comunidade de origem dos produtos. O que nos interessa são as transformações de sentido e suas razões, os jogos de poder e hegemonia que perpetuam ou transgridem. É por isso que digo que as fronteiras interculturais estão definidas, porque quando focamos nesse jogo, percebemos que as mudanças de sentido não ocorrem necessariamente próximas aos limites tradicionais entre as culturas, se é que isso existe, mas se dão com a mesma intensidade tanto no interior dessas fronteiras, como em seu contato com o que esta fora delas.
Uma das principais funções que podemos outorgar ao ensino da arte centrado na experiência é a de possibilitar que todas as vozes sejam ouvidas, inclusive aquelas que as práticas tradicionais de ensino ignoram ou minimizam.
O Debate Metodologico: A questão da interpretação
Concepção da arte como experiência e relato aberto, combinada com uma perspectiva crítica da educação, podem se articular diferentes estratégias metodológicas:
- O enriquecimento das "molas"(influências) da experiência estética e de vida;
- O jogo dialético e a redescrição ironista;
- O reequilibrio entre a análise e a emoção, através da prática da "leitura inspirada".
O Jogo Dialético e a Redescrição Ironista como fundamento de uma nova atuação docente
A metafora de Richard Rorty sobre a atitudeironista é uma das mais bem sucedidas dos ultimos tempos, para Rorty aquele que, na tarefa de conhecer, exclui toda a pretensão de fazer com a verdade.
O ironista descrito por Rorty usa a técnica de provocar mudanças inesperadas de configuração por meio da transição entre terminologias: "Seu método é a descrição e não a dedução(lógica)(.../...) de objetos e acontecimentos em um jargão, formado em parte, por neologismos, na esperança de encorajar as pessoas a adotá-lo e difundi-lo". Podemos dizer que um dos pilares do método ironista é a redescrição covertida em uma epécie de "critica cultural". O interessante sobre o ironista rotyano, é que oferece um bom material para tecer um novo perfil do educador artístico e fundamentar nossas práticas educativas de forma mais adequada às diferentes condições sociais e culturais.
Uma educação orientada por esses critérios constantemente encoraja o surgimento de novos jogos de linguagem e o confronto dialético, não porque estão em busca de uma finalidade, mas porque essa estratégia traz novas maneiras de ver o mundo e liberta a imaginação(Greene,2005). A adequação de uma perspectiva ironista ao campo do ensino da arte, nos convida a repensar nossa ideia de interpretação de sobretudo de compreensão em nossa atuação como docentes.
Em termos rortyanos, o que nos educadores, buscamos em nossa interação com as obras de arte é redescrevê-las em um novo jargão, com a esperança de que esse jargão possa se espalhar e abrir caminho para novos jargões, ou seja, temos a esperança de progredir na mudança de vocabulário que esta fazendo de nós e de nosso meio, os melhores possíveis.
"Leitura Inspirada": O Reequilibrio entre a Análise e a Emoção
Tanto Dewey como Rorty dão a tônica sobre a interação entre a obra de arte e a experiência de vida,considerando que esta ligação constitui a finalidade de nossa relação com as artes, eles indicam claramente que depois da crítica analítica chegou o momento de nos deixarmos levar sem medo para viverciarmos as obras de arte, para nos envolver cognitiva e emocionalmente com elas, desenvolvendo em sua plenitude cada experiência estética. Indo para o campo especifico da prática educativa, considero que as estratégias de compreensão não devem ficar exclusivamenteno nível analítico-cognitivo, como é habitual na perspectiva crítica, também devem progredir simultâneamente no nível emotivo-estético.
Na perspectiva pragmatista o proposito dea compreensão estética seria o enriquecimento da experiência, ao passo que a análise deveria ficar em segundo plano. A análise deve servir para situar a obra em um contexto cultural, nunca para substituir ou reproduzir plenamente a experiência da obra de arte
Ver obras de arte não é apenas tentar achar o seu significado,mas sim , ve-las a luz de outras obras de arte, de outros textos,de experiências passadas ou das experiências de outras pessoas. Essa é a difrença entre o que Rorty chama de leituras metodicas - as que sabem exatamente o que queremde uma obra de arte - e as leituras inspiradas- ou seja, aquelas guiadas pelo "apetite por poesia".
O Debate sobre a finalidade da educação: A criação de um ''Eu'' próprio e a participação solidária em um "Nós" Os fundamentos estéticos, filosóficos e educativos trazem como consequencia a necessidade de projetar nossos objetivoseducacionais para alem da alfabetização visual, do conhecimento da arte, por mais profundo que este seja, ou da sempre indispensável critica cultural.
educacionais complementares e convergentes: o enriquecimento da própria experiência pessoal e o surgimento da solidariedade baseada na ampliação do "nos", uma forma mais democrática que a mera aceitação do "outro". Ambos os objetivos indicam muito bem o caminho que a educação artísticadeve tomar para oferecer alternativas de melhoria para os diversos tipos de sociedade e de estudantes que hoje temos diante de nós. Buscar o significado dos produtos estéticos no seu contexto de origem, como sugerem algumas didáticas, multiculturalistas, é apenas uma das possibilidades de trabalho oferecidas, pois o fato de compreende-las como mediadores de valores, crenças, desejos e fantasias, nos estimula a tirar muito mais proveito de suas qualidades estéticas ou artísticas. Enquanto nós cultivamos nossa identidade, nos tornamos sensíveis à linguagem dos outros, nos equipando com uma bagagem cognitiva e efetiva.
O Debate Metodologico: A questão da interpretação
Concepção da arte como experiência e relato aberto, combinada com uma perspectiva crítica da educação, podem se articular diferentes estratégias metodológicas:
- O enriquecimento das "molas"(influências) da experiência estética e de vida;
- O jogo dialético e a redescrição ironista;
- O reequilibrio entre a análise e a emoção, através da prática da "leitura inspirada".
O Jogo Dialético e a Redescrição Ironista como fundamento de uma nova atuação docente
A metafora de Richard Rorty sobre a atitudeironista é uma das mais bem sucedidas dos ultimos tempos, para Rorty aquele que, na tarefa de conhecer, exclui toda a pretensão de fazer com a verdade.
O ironista descrito por Rorty usa a técnica de provocar mudanças inesperadas de configuração por meio da transição entre terminologias: "Seu método é a descrição e não a dedução(lógica)(.../...) de objetos e acontecimentos em um jargão, formado em parte, por neologismos, na esperança de encorajar as pessoas a adotá-lo e difundi-lo". Podemos dizer que um dos pilares do método ironista é a redescrição covertida em uma epécie de "critica cultural". O interessante sobre o ironista rotyano, é que oferece um bom material para tecer um novo perfil do educador artístico e fundamentar nossas práticas educativas de forma mais adequada às diferentes condições sociais e culturais.
Uma educação orientada por esses critérios constantemente encoraja o surgimento de novos jogos de linguagem e o confronto dialético, não porque estão em busca de uma finalidade, mas porque essa estratégia traz novas maneiras de ver o mundo e liberta a imaginação(Greene,2005). A adequação de uma perspectiva ironista ao campo do ensino da arte, nos convida a repensar nossa ideia de interpretação de sobretudo de compreensão em nossa atuação como docentes.
Em termos rortyanos, o que nos educadores, buscamos em nossa interação com as obras de arte é redescrevê-las em um novo jargão, com a esperança de que esse jargão possa se espalhar e abrir caminho para novos jargões, ou seja, temos a esperança de progredir na mudança de vocabulário que esta fazendo de nós e de nosso meio, os melhores possíveis.
"Leitura Inspirada": O Reequilibrio entre a Análise e a Emoção
Tanto Dewey como Rorty dão a tônica sobre a interação entre a obra de arte e a experiência de vida,considerando que esta ligação constitui a finalidade de nossa relação com as artes, eles indicam claramente que depois da crítica analítica chegou o momento de nos deixarmos levar sem medo para viverciarmos as obras de arte, para nos envolver cognitiva e emocionalmente com elas, desenvolvendo em sua plenitude cada experiência estética. Indo para o campo especifico da prática educativa, considero que as estratégias de compreensão não devem ficar exclusivamenteno nível analítico-cognitivo, como é habitual na perspectiva crítica, também devem progredir simultâneamente no nível emotivo-estético.
Na perspectiva pragmatista o proposito dea compreensão estética seria o enriquecimento da experiência, ao passo que a análise deveria ficar em segundo plano. A análise deve servir para situar a obra em um contexto cultural, nunca para substituir ou reproduzir plenamente a experiência da obra de arte
Ver obras de arte não é apenas tentar achar o seu significado,mas sim , ve-las a luz de outras obras de arte, de outros textos,de experiências passadas ou das experiências de outras pessoas. Essa é a difrença entre o que Rorty chama de leituras metodicas - as que sabem exatamente o que queremde uma obra de arte - e as leituras inspiradas- ou seja, aquelas guiadas pelo "apetite por poesia".
O Debate sobre a finalidade da educação: A criação de um ''Eu'' próprio e a participação solidária em um "Nós" Os fundamentos estéticos, filosóficos e educativos trazem como consequencia a necessidade de projetar nossos objetivoseducacionais para alem da alfabetização visual, do conhecimento da arte, por mais profundo que este seja, ou da sempre indispensável critica cultural.
educacionais complementares e convergentes: o enriquecimento da própria experiência pessoal e o surgimento da solidariedade baseada na ampliação do "nos", uma forma mais democrática que a mera aceitação do "outro". Ambos os objetivos indicam muito bem o caminho que a educação artísticadeve tomar para oferecer alternativas de melhoria para os diversos tipos de sociedade e de estudantes que hoje temos diante de nós. Buscar o significado dos produtos estéticos no seu contexto de origem, como sugerem algumas didáticas, multiculturalistas, é apenas uma das possibilidades de trabalho oferecidas, pois o fato de compreende-las como mediadores de valores, crenças, desejos e fantasias, nos estimula a tirar muito mais proveito de suas qualidades estéticas ou artísticas. Enquanto nós cultivamos nossa identidade, nos tornamos sensíveis à linguagem dos outros, nos equipando com uma bagagem cognitiva e efetiva.
O Debate sobre o poder da arte e seu valor para a reconstrução social
Ensinar a compreender as obras de arte não é , portanto, apenas desvendar os mecanismos de poder implicítos nas obras e, assim libertar os individuos, e sim, fornecer informações completas sobre sobre os princípios, crenças e desejos alheios, de forma que esse conhecimento nos possibilite ser solidários as causas justas. O ensino da arte é ideal para desenvolver uma identidade leve, casual,permeavel e aberta á aceitação do outro, bem como, eficaz na transformação e reconstrução social.
Algumas consequências
Repensar nossa atuação como educadores e os eixos do nosso trabalho são os grandes desafios que temos pela frente, não é uma tarefa fácil em razão das próprias caracteristicas do território onde devemos desenvolver nossa ação e pelo peso que ainda tem em nossa cultura o antigo imaginário escolar. Uma perspectiva pragmatista nos incita a buscar a melhoria da capacidade sensível para viver esteticamente , como centro das ações educacionais, e aperfeiçoar o desenvolvimento de uma ferramenta para o desenvolvimento pessoal do indivíduo, ou seja, uma ferramenta útil para melhorar a vida.
Talvez seja a hora de perceber que a escola de hoje, se não abrir suas portas e romper com seus costumes, no seu papel de cofre intransponível do conhecimento, de costas para a vida; não será o lugar mais apropriado para aproximar os estudantes do legado cultural e muito menos para tomar esse legado parte de seu imaginário estético e útil para suas experiências de vida.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
QUESTÕES MULTICULTURAIS PARA O ENSINO DE ARTE
UNIDADE I - POR QUE O PRAGMATISMO? IMAGINANDO NOVAS FORMAS DE ENSINO DA ARTE
RESUMO
RESUMO
Como perspectiva filosófica para abordar os desafios da educação artística atual e repensar uma renovação da mesma, o pragmatismo possui um caráter antinormativo e uma posição crítica ante a ditadura do método e sua nula pretensão de ser um modelo de explicação da realidade.
Uma perspectiva pragmatista nos força manter alerta diante do conhecimento já estabelecido e olhar sem medo para uma mudança de paradigmas. Dewey e Shusterman nos mostram que cada teoria da arte é uma resposta intelectual a determinadas condições socioculturais e às perplexidades diárias,nos convidando a soltar as amarrasconceituais e ir em busca da teoria da arte que corresponda ao nosso tempo. São várias as idéias que podem ser uma sentinela para se repensar o ensino da arte:
1 - A impossibilidade da verdade
2 O uso da dialética como forma de construção de conhecimento
3 - A idéia de arte como experiência
A arte como experiência e relato aberto
Para começar, é preciso tirar a arte e suas obras da dimensão transcendental onde a tradição moderna as colocou - o que Dewey descreve como 'a concepção museística da arte" ou a "ideia esoterica de Belas Artes". Diante da tradiçaõ acadêmica, que considera os trabalhos artísticos como obras, os organiza em discursos. Acredito que seja mais adequado conceber as produções artísticas como relatos abertos à investigação criativa. Proponho que a abordagem da obra de arte seja feita, não como uma mensagem cifrada que podemos desvendar, mas como um resumo de experiências que podem ter infinitas interpretações, pois a essência e o valor da arte não estão na obra em si, senão na atividade experimental através da qual essa obra foi criada e é observada ou utilizada.
Conceber as obras de arte como relatos abertos pressupõe:
- Neutralizar seu carater elitista (Greene,2005), vivenciando-as como exemplos de experiências estéticas que alcançaram um grau de consenso social que as tornaram aceitas pela maioria.
- Experimentá-las em seu contexto hisórico e cultural, e não como elementos isolados,aceitando que seus significados podem mudar com a mudança dos hábitos e realidades que influenciam nossas experiências.Compartilho com Rorty "a idéia de que todas as práticas culturais, que na história tem pretendido ser resultado de uma evolução da logica e da razão, podem ser repensadas como distinções entre conjuntos de práticas de existencia contigente ou estratégias empregadas dentro de tais práticas". Isto implica reescrever a própria história da arte,que deixaria de ser concebida como uma sucessão de momentos classificados por estilos, fechados e em uma sucessão de momentos classificados por estilos, fechados e em uma progressão lógica, para ser vista como uma sucessão de jogos metafóricos.
-Compreendê-las em termos de experiências de vida (Dewey,1934), tratando-as como tecidos de crenças e desejos. Assim, a obra de arte não faz mais do que desenvolver e acentuar o que é significamente valioso nas coisas que apreciamos diariamente.
Efetivamente, conceber as práticas artísticas a partir deste ponto de vista e, com ele, recuperar a união da experiência estética com outros processos vitais, também tem consequencias que afetam nossas concepções educativas. Para Dewey, cobrar essa continuidade entre a experiência estética e a vida, é uma forma de romper com a "concepção fragmentada das belas artes". Com isso, segundo Shusterman, Dewwey não apenas destruia as dicotomias arte/ciência e arte/vida, como também insistia na continuidade fundamental de um conjunto de noções binárias e distinções genéricas tradicionais, cuja oposição e contraste amplamente assumidos estruturou grande parte da filosofia estética.
O debate sobre o campo de estudo: Artes Canônicas, Cultura Visual, Arte Popular
Um dos dilemas mais vivos do ensino da arte atual é a delimitação do campo de estudo. Certamente, buscar a continuidade da experiência estética com outros processos vitais traz como consequência que nos vejamos agradavelmente encorajados a ampliar nosso campo de estudo para todos os produtos artísticos geradores deste tipo de experiência, sejam eles das belas artes, das artes populares ou da chamada cultura visual.
O diálogo com a cultura visual
Os estudos de cultura visual abriram o foco dos pesquisadores de arte para formas culturais muito mais vitais para a experiência estética da maioria da população contemporânea. Contudo, como disse Shusterman, " o projeto pragmatista para a estética não é abolir a instituição da arte, e sim transformá-la". E pretende fazer isso de duas maneiras: primeiro, como venho comentando,abrindo para a inclusão de outras formas de produção estética. Em segundo lugar, porque "precisamos de uma maior abertura para os meios pelos quais a grande arte pode promover uma agenda ética e sóciopolitica progressista". O que faz de um estudo algo alternativo e distinto é olhar que projetamossobre essas formas culturais da experiência, e para esse olhar, nenhuma forma de arte é insignificante. Não são os objetos de estudo que devem enfrentar-se, mas os modelos pedagogicos com os quais os abordamos. Antes, cultura visual e outras formas de cultura estética podem compartilhar o mesmo espaço educacional. O problema não esta no objeto de estudo, sendo no uso que fazemos dele.
Diálogo com a arte popular
Projetos de integração entre a vida cotidiana e as expressões artísticas populares, como as de Picasso, Duchamp, os surrealistas ou os perfomáticos, não apenas não permitiram que se fechasse a lacuna, como aprofundaram as diferenças entre os usuários das artes eruditas e populares. Shusternam disse que quando a arte erudita se opõe à arte popular, surge um elemento configurador de um novo cenário para o rompimento desta hegemonia cultural e a transformação da concepção de arte que dominou durante séculos. Temos assim, a arte popular completamente inserida no debate da estética contemporânea.
domingo, 22 de agosto de 2010
A IMPORTÃNCIA DO BLOG !!!
O Blog é uma espécie de diário eletrônico interativo, onde as pessoas podem expor suas idéias e comunicar suas opiniões pela Web. Existem diversos tipos de blogs, por exemplo: diários pessoais,blogs empresas, blogs famílias,e aqueles que contem vários tipos de mídias( fotos, músicas e filmes).
Atualmente o blog constitui mais uma ferramenta de informação e comunicação e já é considerado um novo paradigma de aquisição e disseminação da informação, servindo como alternativa a mídia tradicional. Além disso, é uma ferramenta interativa ao permitir comentários e a interação entre aqueles que comentam, tornando-se assim numa rede social, uma blogosfera, onde esforços colaborativos interagem, aumentando o efeito da rede.
As instituições educacionais e os docentes tem utilizado os blogs para divulgação de assuntos, projetos,discussões que envolvem o ambiente educacional. São formas de ensinar e aprender, muito ricas tanto para o professor como para o aluno. Recicla ambos, atualiza, instiga a curiosidade, a pesquisa e a aprendizagem, além de ser uma forma de comunicação entre alunos, professores e família. É um instrumento para ensinar e aprender, e uma forma de intercâmbio de conhecimentos e publicação de seus conhecimentos construídos e produzidos.
Atualmente o blog constitui mais uma ferramenta de informação e comunicação e já é considerado um novo paradigma de aquisição e disseminação da informação, servindo como alternativa a mídia tradicional. Além disso, é uma ferramenta interativa ao permitir comentários e a interação entre aqueles que comentam, tornando-se assim numa rede social, uma blogosfera, onde esforços colaborativos interagem, aumentando o efeito da rede.
As instituições educacionais e os docentes tem utilizado os blogs para divulgação de assuntos, projetos,discussões que envolvem o ambiente educacional. São formas de ensinar e aprender, muito ricas tanto para o professor como para o aluno. Recicla ambos, atualiza, instiga a curiosidade, a pesquisa e a aprendizagem, além de ser uma forma de comunicação entre alunos, professores e família. É um instrumento para ensinar e aprender, e uma forma de intercâmbio de conhecimentos e publicação de seus conhecimentos construídos e produzidos.
sábado, 21 de agosto de 2010
ESTAGIO SUPERVISIONADO 3 - A CIDADE E SUAS POSSIBILIDADES EDUCATIVAS
O Estagio Supervisionado I foi a oportunidade de termos as primeiras aproximações investigativas,com espaços educativos,escolas, salas de aula e realizarmos nossa primeira intervenção pedagógica nesse curso.
Planejamos nossas 'vidas' na escola, observamos, vivenciamos uma dinâmica com movimentos que foram desde o idealizar até fantasiar, para depois planear nossas oficinas.
No Estágio Supervisionado 3, a proposta é ampliarmos a experiência para além dos muros da escola, tomando a cidade como referência para a elaboração de projetos de ação educativa. O desafio é olhar para a cidade de uma maneira diferente, ver aquilo que nunca havíamos prestado atenção no contexto cotidiano,no dia-a-dia. Pensar a cidade enquanto um organismo vivo, dinâmico, que traz uma história feita pelos seus habitantes.
A cultura diz respeito a todos os fazeres, saberes, viveres e as diferentes maneiras como as pessoas trabalham, produz, pensem as diferentes profissões que compõem a vida da sua cidade.
A compreensão da cidade como produção, fundada em racionalidade e contra-racionalidades leva-nos a uma perspectiva favorável a uma educação para a vida, e para uma vida melhor.
Tornar o familiar estranho!!!
Frequentemente, a arte que existe em nossa vida cotidiana é invisível.Noentanto, quando a arte local é interpretada a partir do seu contexto, essa interpretação aciona não só uma maior compreensão da arte em si, mas também uma análise crítica do sistema de produção e dos valores nela refletidos(...). O pertubamento do familiar descreve esse processo de tornar visível a arte e a cultura locais(...).(Bastos,2006). Vamos então olhar a cidade com um novo olhar, um olhar poderoso,desconstruidor de discursos caracterizadores e imagens construidas, em busca de visualidades,territorialidades, especialidades, em uma perspectiva multicultural crítica.
Toda cidade forma, todas elas educam, pois todas são resultados de um processo cultural, histórico e social.
CARTA
MORO EM ANAPOLIS UMA CIDADE TRANQUILA,ME VEJO FELIZ TENHO MUITOS AMIGOS,PARENTES E MINHA FAMÍLIA.
E EU ME VEJO NELA NAS MINHAS ANDANÇAS DO MEU DIA-A-DIA,
NOS MEUS AFAZERES,SEI QUE RECEBO MAIS DE MINHA CIDADE DO QUE DOU À ELA.
PORQUE ME ENVOLVO, EM LEVAR AS CRIANÇAS PARA O COLÉGIO, IR PARA O ATELIÊ DE ARTES,CONVERSAR COM OS AMIGOS,IR A IGREJA, É ASSIM QUE
ME VEJO E PARTICIPO DELA,NOS TRAJETOS, CAMINHADAS, NAS PEQUENAS COISAS
QUE FAÇO NO MEU COTIDIANO.
E EU ME VEJO NELA NAS MINHAS ANDANÇAS DO MEU DIA-A-DIA,
NOS MEUS AFAZERES,SEI QUE RECEBO MAIS DE MINHA CIDADE DO QUE DOU À ELA.
PORQUE ME ENVOLVO, EM LEVAR AS CRIANÇAS PARA O COLÉGIO, IR PARA O ATELIÊ DE ARTES,CONVERSAR COM OS AMIGOS,IR A IGREJA, É ASSIM QUE
ME VEJO E PARTICIPO DELA,NOS TRAJETOS, CAMINHADAS, NAS PEQUENAS COISAS
QUE FAÇO NO MEU COTIDIANO.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
ARTE POESIA
Arte Poesia
A inspiração vem sob a forma de arte
E tudo se torna belo, a um toque de magia
Tudo se transforma e fica inexplicável...
Perambulo em mim mesma, busco a eterna poesia
E ela vem da essência da natureza...
Tudo o que é belo quer gritar...paixão que alucina...
Necessidade de poetizar tudo ao redor, atordoante
E complexo é o desejo...dorido...feliz...harmonizador...
Dúvidas cercam e martelam...incertezas na grandeza,
Nos gozos, na miséria e sofrimento...diante dos olhos
O espetáculo da natureza, do mundo, sente agitar-se
dentro de si um elemento desconhecido que a transporta,
entusiasma, suspira, enlouquece, chora...
A poeta sonha e sai de dentro do peito uma luz calma
e incontrolável querendo ditar poesia...
Força sobrenatural que envolve e abraça e amarra
A alma e todo o corpo, emerge mais profundo
E novamente em gotas de alegria e contentamento
Vem sutilmente transformando o sonho, a ilusão
A quimera, a dor em, arte poesia...
Marta Peres
A inspiração vem sob a forma de arte
E tudo se torna belo, a um toque de magia
Tudo se transforma e fica inexplicável...
Perambulo em mim mesma, busco a eterna poesia
E ela vem da essência da natureza...
Tudo o que é belo quer gritar...paixão que alucina...
Necessidade de poetizar tudo ao redor, atordoante
E complexo é o desejo...dorido...feliz...harmonizador...
Dúvidas cercam e martelam...incertezas na grandeza,
Nos gozos, na miséria e sofrimento...diante dos olhos
O espetáculo da natureza, do mundo, sente agitar-se
dentro de si um elemento desconhecido que a transporta,
entusiasma, suspira, enlouquece, chora...
A poeta sonha e sai de dentro do peito uma luz calma
e incontrolável querendo ditar poesia...
Força sobrenatural que envolve e abraça e amarra
A alma e todo o corpo, emerge mais profundo
E novamente em gotas de alegria e contentamento
Vem sutilmente transformando o sonho, a ilusão
A quimera, a dor em, arte poesia...
Marta Peres
UNIDADE 1 - VIDEO E POÉTICAS
Título do Vídeo - O Beija Flor
Não há como não ficar encantada com essa ave, sua beleza e sutileza. Aqui em casa aparece muitos no fim da tarde, eu coloco as tradicionais garrafinhas com agua açucarada, dizem que elas são a arte de atraí-los. Com asas rápidas, quase imperceptíveis, estaciona no ar, beija uma flor com precisão e suavidade, instante depois já não esta mais, mas o encanto daquele momento permanece.
BEIJA-FLOR
QUEM ME DERA BEIJA-FLOR, PODER SAIR POR AÍ, SIMPLESMENTE BEIJANDO FLORES...
QUEM ME DERA BEIJA-FLOR, PODER VOAR, VOAR E VOAR...SEM EM NADA PENSAR...
QUEM ME DERA BEIJA-FLOR, TER SEMPRE O DOCE DA FLOR...
QUEM ME DERA BEIJA-FLOR, ESTACIONAR NO AR...VIVO...INCESSANTE...
QUEM ME DERA BEIJA-FLOR,TER TUA LEVEZA E HARMONIA...
QUEM ME DERA BEIJA-FLOR,TER UM CORAÇÃO COMO O TEU...QUE BATE ACELERADO, MARAVILHADO...
QUEM ME DERA BEIJA-FLOR SER TÃO PEQUENO E COM TÃO GRANDE PRESENÇA...
sábado, 7 de agosto de 2010
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